Leia para seu filho

23/11/2010 por admin · Deixe o seu Comentário! 

Essa brincadeira gostosa, que estreita os laços familiares, também ajuda no desenvolvimento pedagógico e psicológico da criança e deve ser encarada com seriedade

“Era uma vez” é o começo de uma história que pode fazer toda a diferença no desenvolvimento infantil. Quando papai e mamãe – professores e até irmãos mais velhos – se sentam com os pequenos para ler um livro ou contar uma historinha, mais do que um mundo encantado de fantasia, eles estão descortinando uma verdadeira experiência de aprendizado. Para completar, essa aula ainda pode ser transformada em momento de intimidade e amor familiar que, muitas vezes, se perde em meio ao caos do dia a dia. Mas, como toda brincadeira de criança, a “contação” é coisa séria.

Ao lado de bonecas e carrinhos, ela funciona como um mediador da relação entre a meninada, os adultos e o mundo. E, apesar da sua importância pedagógica e psicológica, deve ser mantida sempre no campo da arte, e não no do exame, como é comum acontecer na escola. A atividade deve ser lúdica e divertida, sem imposições, cobranças, tarefas ou castigos. “Tudo o que é feito com e para as crianças precisa ser envolvente e realizado com afeto”, diz Christine Fontelles, responsável pelo Programa Ler é Preciso, do Instituto Ecofuturo. Não há motivos, então, para ser diferente com as histórias.

Contar e ler um relato deve ser algo prazeroso. É por meio dessas atividades, e do contato com o imaginário e com a ficção, que meninos e meninas descobrem e expressam sentimentos que não conheciam ou ainda não eram capazes de compreender. “Devido ao próprio estágio de desenvolvimento, as crianças não possuem muitos recursos para administrar esse lado emocional”, conta a psiquiatra Marisol Montero Sendin, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Como a linguagem verbal ainda é incipiente, a forma natural de expressão são a imagem, o jogo e o faz de conta. “Na falta de outras possibilidades, a dificuldade de lidar com as emoções se manifestará por meio da agressividade, problemas de aprendizado, de sono ou alimentares”, diz Marisol. Enquanto os personagens enfrentam coisas estranhas, a garotada tem contato com o medo, o ciúme e o luto. Em um diálogo interno, adquirem conceitos e vivenciam experiências valiosas. Cada conto que a criança conta contribui para a construção de um autorretrato para o qual ela pode olhar, pensar e mudar.

O famoso “senta que lá vem história” não tem momento certo ou idade mínima para começar. A paulistana Laura Volponi Medeiros, de 2 anos e meio, já era uma ouvinte atenta mesmo antes de nascer. “Quando estava grávida de Laura, minha mulher se sentava na cadeira e, enquanto namorava a barriga, lia um monte de livros”, conta o pai da menina, o vendedor Wellington Medeiros, de 32 anos. Hoje, mesmo sem ter sido alfabetizada, a menina adora “ler”. Nos semáforos, sempre que possível pede para Medeiros pegar jornais gratuitos e propagandas e os folheia do alto de sua cadeirinha de segurança.

Como uma esponja, a criança tende a absorver tudo que os adultos ao seu redor fazem. É assim que ela aprende, por imitação e repetição. Portanto, se os pais leem, as chances de os filhos se tornarem leitores é enorme. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, uma associação sem fins lucrativos cuja missão é fomentar a leitura e a difusão de livros, revela que um em cada três leitores brasileiros se lembra de ter visto a mãe lendo alguma coisa. O levantamento mostra também que 49% do público adulto considerado leitor, ou seja, que leu pelo menos um livro nos últimos três meses, se refere à figura materna como a pessoa que mais o incentivou. Entre garotos e garotas, esse número sobe para 73%. Mas os pais também têm um papel de destaque nesse cenário. Afinal, 30% dos leitores os consideram como maiores responsáveis por incutir neles o prazer de conjugar o verbo ler.

Por falar em verbos, não importa se se trata de ler ou de contar histórias, ambos desenvolvem a criatividade, a imaginação e o raciocínio lógico da meninada. Estudos indicam, inclusive, que a leitura em voz alta na primeira infância melhora o desempenho escolar. Permitir que os pequenos inventem novos finais deixa a brincadeira ainda mais estimulante. “Aqui no Brasil, onde os livros infantis são muito caros, vale recortar figuras de jornal e revista, fazer colagens, pintar com o dedo e criar sua própria obra”, sugere Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O mais importante é a interação: ao desenhar, modelar ou recontar uma história, a criança põe para fora fatos do seu próprio mundo.

Para os pequeninos, comprar livros de plástico, que possam ser usados até no banho, ou mesmo mordidos, é uma boa sugestão. Os de pano, laváveis à máquina, também são interessantes. “Os livros têm que ser de posse”, explica Maria Ângela. “Deve-se ensinar à criança que é preciso tomar cuidado com eles, que não se pode rasgá-los, mas sem impor nenhum tipo de obstáculo a seu acesso”, explica. Quando ela estiver cansada e dispersa, por exemplo, é possível contar uma história em capítulos, como nas novelas. Assim, no dia seguinte, continuará curiosa e disposta a ouvir um pouco mais.

Outra estratégia é guardar os livros junto com os brinquedos. Na casa da Laura, nossa futura leitora, os livros estão todos ao seu alcance. “Ela mesma escolhe e pega a história que quer ouvir”, diz Wellington Medeiros. A literatura também pode colaborar no tratamento de traumas, doenças e dificuldades psicoemocionais. No final das contas, isso ajuda a melhorar a imunidade e até a cicatrização. Ler ou ouvir histórias traz benefícios ao corpo e à mente infantis. Fim!

Aprender a ler leva a reorganização do cérebro, mostra estudo

16/11/2010 por admin · Deixe o seu Comentário! 

Função de reconhecimento de faces perde espaço quando o cérebro se adapta à leitura

Uma nova pesquisa sugere que aprender a ler – mesmo na idade adulta – é uma experiência tão importante para o cérebro que ele redistribui alguns dos seus recursos, obrigando outras funções, como o reconhecimento facial, a abrir mão de parte de seu terreno, diz artigo na edição mais recente da revista Science.

A leitura é uma invenção relativamente nova na história da humanidade. Por essa razão, há um consenso geral entre os pesquisadores de que, quando aprendemos a ler, em vez de confiar em antigos mecanismos de evolução, o nosso cérebro adapta recursos pré-existentes apara processar as informações visuais.

Stanislas Dehaene e colegas na França, Brasil, Portugal e Bélgica utilizaram a Ressonância Magnética funcional (fMRI) para avaliar a atividade cerebral de 63 participantes portugueses e brasileiros que se incluíram em três grupos: adultos que não podiam ler, adultos que aprenderam a ler na infância e adultos que aprenderam a ler na idade adulta.

Os resultados demonstraram que a leitura melhora o processamento de estímulos visuais orientados horizontalmente no córtex occipital e também conduz ao aparecimento de uma área especializada para palavras no córtex temporal.

A área do córtex temporal dedicada ao processamento facial se reduz, embora os autores afirmem que há necessidade de mais pesquisa para poder determinar se isso realmente afeta nossa capacidade de reconhecer faces.

Alterações similares ocorreram em adultos que aprenderam a ler quando adultos, indicando que essas rotas neurais mantêm a capacidade de apoiar a aprendizagem na idade adulta.

Fonte: Estadão

O google dos sebos

22/10/2010 por admin · Deixe o seu Comentário! 

Sem bagunça nem poeira, o portal de busca Estante virtual reúne na Internet 7 milhões de livros usados

Alguns dos mais bem-sucedidos negócios na internet são os sites que atuam como intermediários entre pessoas interessadas em vender produtos e aquelas que desejam comprá-los. Nessa categoria cabem desde os portais de leilões virtuais até os buscadores de ofertas nas lojas on-line. Em 2005, o carioca André Garcia, então com 27 anos, decidiu tentar a sorte no ramo com um tipo de mecanismo inédito no Brasil, uma espécie de Google dirigido a livros usados, batizado de Estante Virtual. “Sempre me incomodou a dificuldade de encontrar livros nos sebos, pois estavam normalmente perdidos em estantes empoeiradas ou guardados sem nenhum tipo de cuidado”, diz ele. “Mas a ideia veio mesmo quando fui procurar alguns títulos para uma tese de mestrado e não consegui achar nenhum deles.” Pois seu site, que nasceu no Rio de Janeiro, já reúne sebos em 317 cidades brasileiras e acaba de atingir uma marca simbólica: meio milhão de usuários cadastrados, com 300 000 acessos por dia e 5 000 obras vendidas a cada 24 horas. A mecânica é simples. O internauta digita o título desejado, efetua a compra e recebe o exemplar em casa. A cada operação dessas, Garcia recebe uma comissão de 5%. No ano passado, a empresa movimentou 24 milhões de reais, contra 18 milhões registrados em 2008. “Não dá para dizer que fiquei milionário, mas levo uma vida muito melhor da que teria se fosse empregado de uma grande organização”, diz.

Formado em administração de empresas, Garcia trabalhou por nove anos em um banco de investimento e em uma operadora de telefonia celular – tempo suficiente para desenvolver verdadeira ojeriza pela rotina dos escritórios. Autodidata, montou o sistema de busca do Estante Virtual depois de estudar programação de computadores. Atualmente, a companhia tem nove funcionários e oferece 7 milhões de exemplares, pertencentes a 1 700 sebos cadastrados. Inspirado nos empreen­dedores americanos do Vale do Silício, Garcia faz questão de cumprir uma jornada suave: ele e os empregados só trabalham seis horas por dia. Fora desse período, ele não atende nem mesmo o telefone celular se for para falar de negócios. Outro hábito que preza é ir e voltar a pé no caminho entre sua casa e o trabalho, ambos no bairro de Laranjeiras. Quando está na ativa, porém, fica 100% concentrado no que está fazendo. “Para mim, um negócio inovador também envolve um tipo de relação diferente com o trabalho”, filosofa. “Não são as horas que importam, mas o grau de dedicação.” Era exatamente o que pensavam os jovens Sergey Brin e Larry Page ao criar o Google, em 1997.

Fonte: Educar para Crescer

A importância da leitura

21/10/2010 por admin · Deixe o seu Comentário! 

Como incentivar seu filho a ler – e a ter amor pelos livros

Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. “Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores”, diz Márcia Tim, professora de literatura do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo (SP).

A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras.

Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero? Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda.

Fonte: Educar para Crescer

10 Dicas para Você Ler Mais Livros por Ano

09/08/2010 por admin · Deixe o seu Comentário! 

Gosto muito de ler, mas um dia descobri que nunca iria conseguir ler tudo o que me interessa. Instintivamente acabei desenvolvendo algumas técnicas para me ajudar a ler mais livros por ano. São dicas simples que podem lhe ajudar a aumentar o seu número de livros lidos e também despertar o seu interesse pela leitura, caso ele não seja tão desenvolvido.

1. Mantenha um Controle Sobre Seus Livros Lidos
Quem não controla não sabe para onde está indo. Quantos livros você leu no último ano? E no ano anterior? E em 2001? Como você vai querer aumentar a quantidade de livros lidos se nem ao menos sabe quantos livros está lendo por ano?

Pois é, eu fiz esta mesma pergunta a alguns anos atrás e não sabia a resposta. Por isso programei um controle simples no meu próprio site. Assim sei a quantidade de livros que li por ano e também que livro li em qual época. Neste controle também incluo uma pequena resenha do livro e uma nota, de 1 a 5 estrelas, para ter uma idéia de qual foi o melhor livro que li em cada ano. Por estar disponível na Internet, o meu controle também ajuda outras pessoas que querem sugestões de livros para ler.

2. Intercale Leituras
Troque o gênero do livro a cada nova leitura. Se você acabou de ler um livro de ficção procure ler em seguida um de não-ficção. Se leu um livro de auto-ajuda, leia agora um relato de aventura. Leu um livro grosso e levou mais de um mês? Agora leia um livro fininho num final de semana.

O importante aqui é manter o seu interesse sempre em alta. Quando você se dedica somente a um assunto chega uma hora em que o seu nível de interesse cai drasticamente. Intercalando o tipo de leitura, o tamanho do livro e o seu gênero o fôlego continua sempre forte e o interesse não decai.

3. Troque Dicas de Leitura
Nada melhor do que uma boa dica para você descobrir um livro maravilhoso. E que tal 30 ótimas dicas de leitura? Aproveite seus amigos e conhecidos e garimpe dicas sobre livros que podem te interessar. Só cuidado com os gostos pessoais de cada um. É comum alguém amar um livro enquanto que o outro odeia o mesmo título. Veja se o seu gosto bate com o gosto da pessoa que indicou comparando livros que vocês dois já leram. Garimpe também na Internet e em grupos de discussão ou até mesmo nos sites das livrarias. O que importa aqui é ter várias recomendações. Depois é só usar o seu bom senso e ir atrás do livro que mais lhe interessar.

4. Leia de Forma Paralela
Eu leio diversos livros ao mesmo tempo. As razões são várias: desde a troca de um livro que está em uma parte chata por outro mais emocionante até a compra de um novo. A idéia é ler sempre, constantemente, mesmo que você vá deixando livros pela metade. Opa, mas nada de deixá-lo pela metade indefinidamente. Você tem que ter um prazo para acabar de ler o livro iniciado.

No meu caso eu começo a ler vários livros ao mesmo tempo e só começo a me preocupar em terminá-los quando inicia o mês de novembro. Desta maneira sei que tenho ainda dois meses pela frente até o final do ano. Desta maneira não inicio livros novos e termino os antigos. Em resumo, abra muitas frentes, mas não se esqueça de fechá-las antes de apagarem a luz.

5. Leia em Mídias Diferentes
Quem disse que livro é só aquela coisa de papel que pega poeira na sua estante? Hoje em dia existem várias opções de leitura que podem aperfeiçoar o seu tempo, gerando um número maior de livros lidos no ano. Um hábito que criei a alguns anos é escutar livros no carro ou no meu mp3player. Este tipo de livro de audio (audiobook) não é muito difundido no Brasil, mas é largamente utilizado em outros países, como os Estados Unidos e a Europa. Se você lê/ouve inglês tem uma avalanche de títulos disponíveis. A grande vantagem é otimizar o seu tempo, além de melhorar a sua fluência na língua estrangeira. Que coisa melhor você pode fazer quando se desloca para o trabalho ou está preso em um engarrafamento?

Outra opção são os PDA, tipo Palm. Com as novas telas de alto contraste é possível ler livros inteiros nas pequeninas telinhas dos computadores de mão, sem falar na novidade da Sony, o Sony Reader.
E não se esqueça dos gibis. Existem ótimas graphic novels que são verdadeiros livros.,

6. Leia Sempre e de Forma Constante
Aqui vale a máxima da história da lebre e da tartaruga: mais vale ler devagar e sempre do que rápido parando várias vezes pelo caminho. Estipule uma meta e tente cumpri-la. Leia uma página por dia e terá lido um livro de 300 páginas num ano; leia 10 páginas por dia e em um ano terá lido 18 livros de 200 páginas. Lembre-se: devagar e sempre.

7. Leia Livros do Seu Interesse
Parece idiotice falar isso, mas quanto mais você ler livro que te interessam, maior será o seu prazer na leitura e mais livros lerá por causa disso. Sim, é verdade. Tem muita gente que tenta ler livros que não gosta e por isso demora tanto tempo para acabá-los. Siga meu conselho. Se você chegou a um terço do livro e não está gostando do conteúdo, largue-o e comece outro. É melhor ficar vermelho uma vez do que amarelo para sempre.

Gosta de aviação? Então leia livros de aviões ou de guerra. É fanático por sexo? Existem ótimos livros de ação recheados de sexo. Gosta de bandas de rock? Leia as biografias dos monstros sagrados como o Led Zeppelin.

8. Abuse do Livro
Os puritanos que me perdoem, mas livro é para ser usado, dobrado e rabiscado. Eu já tratei os livros como entidades supremas, intocadas, mas aprendi que se ganha muito mais quando ele é usado realmente. Faça anotações, risque e rabisque. Se você não anotar vai esquecer rapidamente aquela passagem super interessante ou a dica especial dada pelo autor. Quer ter um livro intacto? Então compre outro para deixar na estante. Os R$20 ou R$30 a mais que você vai gastar vão valer centenas de vezes a mais com informações que você pode acessar de forma rápida, ao invés de folhear centenas de páginas atrás do que procura.

9. Leia em Vários Lugares
Recomendo que tenha sempre um livro à mão. Nunca se sabe quando você poderá ficar parado no trânsito, numa fila ou em qualquer outro lugar que não te permita fazer outra coisa. E isso inclui o banheiro ou os 5 minutos do intervalo de um programa de TV que você está assistindo. Falando nisso, veja menos televisão. Você vai ver que sua vida vai melhorar muito!

Leia andando na rua e na espera do estacionamento. Leia enquanto dirige o seu carro! Esta dica é efetiva mas meio perigosa, por isso vou fazer um post exclusivo para ela.

Mesmo que possa ler somente um parágrafo nestes intervalos, já vale a pena. A soma destas pequenas leituras em um ano pode ser um livro a mais no seu total. Use um marcador que facilite a sua rápida localização no texto. Eu normalmente coloco o marcador na linha onde parei, o que ajuda a achar rapidamente o ponto de continuação.

10. Vire Rato de Livraria
Eu tenho um imã interno que me puxa com uma força descomunal quando estou passando perto de uma livraria ou banca de revistas. Mesmo com pouco tempo disponível dou uma olhada geral para ver o que está disponível. Na maioria das vezes não compro nada, mas isso me mantém atualizado com o que há de novo no mercado, além de trazer gratas surpresas. Vários livros que considero excelentes encontrei com a peregrinação nas livrarias.

Conclusão
Então, está preparado? Comece hoje mesmo! Pegue aquele livro que está parado na sua estante e leia pelo menos 10 páginas. Deixe outro livro no carro e um pequeno na sua bolsa. Depois volte aqui e compartilhe as suas experiências.

Fonte: Empirical Empire

Foi sancionada lei que obriga escolas públicas e privadas a ter biblioteca

09/08/2010 por admin · Deixe o seu Comentário! 

A Lei 1.244/2010 determina toda escola tenha um acervo de livros nas bibliotecas de pelo menos um título por aluno matriculado. Cabe à instituição adaptar o acervo conforme as necessidades, promovendo a divulgação, preservação e o funcionamento das bibliotecas escolares.

As escolas terão até dez anos para instalar os espaços destinados aos livros, material videográfico, documentos para consulta, pesquisa e leitura. Veja a seguir o impacto que essa lei causará nos sistemas de ensino

País precisará construir 25 bibliotecas por dia no ensino fundamental para cumprir nova lei

Municípios e estados terão muito trabalho para cumprir a lei sancionada no mês passado que determina que toda a escola deve ter uma biblioteca. O maior desafio está nos estabelecimentos do ensino fundamental: será necessário construir 25 bibliotecas por dia até 2020, prazo limite para adequação à medida.

O diagnóstico é de um estudo realizado pelo movimento Todos pela Educação, com base em dados do Censo da Educação Básica de 2008. “Essa dificuldade é decorrente da falta de visão do Brasil sobre a importância da biblioteca. No mundo todo as bibliotecas são doadas por mantenedores que têm uma alegria imensa de poder doar um acervo”, compara Luis Norberto, do Comitê Gestor do Todos pela Educação.

O déficit de bibliotecas no ensino fundamental é de 93 mil. Desse total, 89,7 mil são escolas públicas e 3,9 mil, estabelecimentos privados de ensino. Na educação infantil, apenas 30% dos colégios têm acervo e será necessário criar 21 bibliotecas por dia para cumprir o que determina a nova lei. A melhor situação é a do ensino médio, etapa em que o número de escolas sem biblioteca é de 3.471.
Norberto defende que, além da ação dos gestores, será necessário o envolvimento de toda a sociedade no desafio. “A lei é uma direção, mas ela não faz nada. Nós, sociedade, é que devemos fazê-la funcionar. A tarefa não é só dos gestores, imagine se cada empresário doasse um acervo para uma escola, em dois anos o problema estava resolvido”, diz.

Na comparação entre as redes de ensino, a situação é pior nos colégios municipais, que contam com menos bibliotecas do que as escolas estaduais. O estudo do Todos pela Educação chama a atenção para outro fator que pode dificultar o cumprimento da lei: faltarão profissionais qualificados para trabalhar nesses espaços.

A legislação estabelece que as bibliotecas devem ser administradas por especialistas da área – os bibliotecários. Mas, segundo levantamento da entidade, hoje há um total de 21,6 mil profissionais habilitados, enquanto o país conta com aproximadamente 200 mil escolas de educação básica.

Para Norberto, com a entrada obrigatória das crianças na educação infantil aos 4 anos, estabelecida por lei no ano passado, e a implantação das bibliotecas, os alunos vão aprender a ler mais cedo. “É uma mudança radical e positiva. Daqui a dez anos, as crianças vão estar alfabetizadas aos 8 anos, é um futuro muito melhor”, afirma.

Fonte: Agência Brasil

Ler para bebês melhora desempenho na escola

26/07/2010 por admin · Deixe o seu Comentário! 

Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, a longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos.

Para ajudar na escolha do título mais adequado para cada idade e no desafio de manter as crianças pequenas entretidas, o Instituto Alfa e Beto (IAB) apresenta na próxima Bienal do Livro de São Paulo a Biblioteca do Bebê. Além de vários livros divididos por faixa etária, o local terá voluntários que ensinarão aos pais técnicas de leitura. As principais dicas estão reunidas em uma cartilha que será distribuída aos visitantes.

“Não se trata de ler um conto de fadas para um bebê com menos de 1 ano. Os primeiros livros devem ter apenas imagens e o tempo para folheá-los deve ser breve”, explica David Dickinson, especialista em alfabetização pela Universidade Harvard. Durante a bienal, ele apresentará estudos que relacionam a leitura precoce a um maior desenvolvimento da linguagem. Uma das pesquisas mostra que crianças de 3 anos que têm hábito de leitura em família apresentam, aos 10, desempenho escolar superior ao daquelas que não leem com frequência.

“O importante é ler com regularidade e tornar a experiência agradável”, afirma Dickinson. Os pais, diz ele, devem usar as imagens do livros como base para iniciar uma conversa com a criança. “Faça perguntas sobre a figura ou sobre a história. Não se limite a ler as palavras e virar a página”, explica.

Esculpindo mentes

A interação com os adultos é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e o aprendizado se dá pela imitação, diz o presidente do IAB, João Batista Oliveira. “Mas a linguagem oral tem um vocabulário restrito e uma sintaxe simplificada. O livro, por mais simples que seja, obedece às regras da linguagem escrita, que é a mesma que a criança vai encontrar na escola”. Se o vocabulário é o tijolo do pensamento, afirma Oliveira, a sintaxe é a argamassa. “Quanto maior o vocabulário e mais articulada a sintaxe, mais temos sobre o que pensar”. Essa maior capacidade de raciocínio e compreensão favorece tanto o desempenho em disciplinas como português e matemática como nas demais.

A capacidade de se manter focada em uma atividade também é beneficiada pelo hábito de leitura, afirma Dickinson. “Quando assistimos à TV ou usamos o computador, a tecnologia prende nossa atenção. Já quando lemos um livro, precisamos fazer esse trabalho sozinhos”.

Beatriz Koike, de 3 anos, parece fazer isso muito bem. “As professoras comentam como ela presta atenção e elogiam sua desenvoltura com as palavras”, conta a mãe, Taís Borges.

Beatriz ganhou seu primeiro livro quando ainda estava na barriga de Taís. “Aos 3 meses, comprei um livrinho de plástico para ela brincar na banheira. Aos 2 anos, ela começou a demonstrar interesse por histórias mais complexas”. Hoje, a menina tem seu cantinho da leitura com 43 títulos.

O IAB vai lançar na bienal um guia com proposta ambiciosa: Os 600 Livros que Toda Criança Deve Ler Antes de Entrar para a Escola. Dá uma média de dois livros por semana entre 0 e 6 anos.

Fonte: Jornal da Tarde

Sobre o gosto da leitura na escola

24/06/2010 por admin · Deixe o seu Comentário! 

O professor de literatura e crítico literário, C. F. Moisés, com quem estudo há 10 anos, na apresentação de seu livro “Poesia não é difícil” cita questões muito comuns de serem ouvidas na escola: ‘Como posso gostar de poesia se não a entendo?’ ‘E como entender sem gostar?’ (1)

Ficamos em um círculo vicioso, uma armadilha, afirma o autor, pois como saber se gostamos (ou não) se não a conhecemos? Aí entra o papel do professor educador e mediador da cultura em introduzir novos conteúdos e novas experiências no mundo do aluno.

Mas como? Eis a questão crucial. O objetivo deste texto é enumerar alguns pressupostos e algumas atividades de linguagem como idéias a serem adaptadas por vocês, professores, em seus planos.

Um pressuposto refere-se à significação de um ambiente cultural na formação do leitor. Desde muito pequenos, os alunos podem ‘ler’ textos, entendido o verbo de forma não literal: quando o professor lê para a classe, quando o aluno conta suas vivências na roda, quando o aluno ouve o colega contar ou descrever algo, quando o aluno ouve uma cantiga e sua letra, quando o aluno ‘lê’ ilustrações de um livro, quando ele tem acesso constante aos livros da sala ou da biblioteca, quando sabe que a leitura é uma atividade valorizada pelo professor.

Sabemos das dificuldades de obtenção e veiculação de livros nas escolas. Bibliotecas sem bibliotecários, livros não tombados e, portanto, não passíveis de circulação, mas sabemos também que existem outras formas de contornar essa situação. Saraus, pedidos em editoras, mutirões do livro, de organização das salas de leitura, feiras culturais, intercâmbios entre classes, cartas a autoridades competentes, etc. são alguns dos recursos que a escola deve utilizar para garantir o acesso do aluno ao livro.

Outro pressuposto refere-se ao grau de complexidade dos textos e das atividades com textos. Não devemos poupar os alunos de novos desafios. A função da escola é ensinar novidades, ampliar o repertório do aluno com exposição de maior diversidade de gêneros textuais. A dosagem e as exigências serão planejadas considerando que a formação do leitor é um processo de amadurecimento. Quanto antes começar, mais sentido fará na vida do aluno-leitor.

O livro é um objeto inserido em um contexto. Tem autoria, propósito, um tempo e um espaço delimitado (de criação e de circulação). Saber sobre o autor e sua época, conhecer suas condições de produção ajuda a inferir sobre outros tempos e outros espaços. Um exercício interessante é o de comparar textos literários de uma mesma temática, mesmo local e épocas diferentes, ou textos oriundos de culturas diferentes abordando o mesmo tema. “É a polifonia e a pluralidade contra o monólogo e a palavra autoritária”. (Sonia Kramer) (2) Intertextualidade. Por exemplo, mixar conteúdos da História com textos literários também é um recurso em que ambas as áreas ficam enriquecidas.

Sabemos que a escola tem um plano a cumprir e dentro dele as atividades de linguagem que devem ser realizadas e avaliadas. Ensinar a ler com prazer, a tirar proveito pessoal da leitura esbarra quase sempre na questão do número de alunos na sala para acompanhar e na dificuldade em avaliar objetivamente o aproveitamento, o prazer e a fruição. Mas sem paixão não avançamos. Principalmente quando pisamos na seara da literatura. Ensinar as características estruturais dos gêneros, as combinações lingüísticas possíveis em um texto, a organização das palavras, a comunicação de idéias não devem matar o prazer, não podem impedir que a leitura faça sentido pessoal e íntimo na vida do aluno.

Outro pressuposto é respeitar a escolha do aluno. Imaginem uma pequena cidade em que seus habitantes só conhecem comida brasileira. Vivem tranqüilos sem saber ou sem querer saber o que existe de diferente lá fora. Aí chega um grupo de imigrantes do Oriente trazendo seus costumes, temperos e especiarias. O que pode acontecer?

A – os dois grupos não se comunicarem.

B – os dois grupos trocarem suas especificidades e criarem um terceiro grupo.

C – os dois grupos aceitarem as mútuas contribuições, mas manterem sua identidade.

Esse é um exemplo do que pode acontecer com quem tem contato com o conhecimento. Transformação. Mas não acontece de imediato, nem uniformemente. É um processo e, como tal, é variável. Especificamente na arte, e dentro dela na literatura, esse processo tem finalidade de aumentar a autoconsciência humana. “A literatura é um autêntico e complexo exercício de vida, que se realiza com e na linguagem”. Nelly N. Coelho (3)

As possibilidades combinatórias são muitas e cada um responde de acordo com sua história, seus sentimentos e possibilidades.

Imaginem agora se todas as pessoas da mesma cidade só conhecessem histórias de saci e lobisomem. Chega na cidade o grupo do Oriente trazendo histórias de califas e odaliscas, nunca antes ouvidas.

Respondam: o que pode acontecer?

Essas analogias nos permitem entender o que muda quando o novo penetra em nosso mundo, as dificuldades de aceitação, o acréscimo que pode significar e a mudança que pode provocar.

Existe uma estreita relação entre produção de textos e leitura. Segundo Citelli (5), a escrita constante pode despertar maior interesse pela leitura. O pressuposto subjacente é que durante o percurso da escrita, os alunos tendem a se expressar cada vez melhor com menos clichês e mais identidade.

Nem tudo que nos apresentam ou que conhecemos tem unanimidade. Podemos falar em tendências, cada classe social, cada bairro, cada sala de aula têm características próprias pois vivem histórias de vida similares. Assim, o professor pode dizer: ‘- minha classe gosta de livros de aventuras’, ou ‘minha classe adora gibis’, como um bloco, mas devemos oferecer opções e respeitar as diferenças.

A leitura e a escrita são, portanto, construídas ao longo da vida escolar com respeito à individualidade, incentivo à narração pessoal, desejo de ser lido ou ouvido.

Os passos da escrita criativa:

1 – narrar e escrever tudo e sempre como uma rotina escolar.

2 – encontrar com o professor e colegas um assunto de interesse para escrever.

3 – começar com o que Lucy McCalkins (4) chama de ensaio, uma primeira escrita.

4 – esboço ou desenvolvimento da escrita. “Ponha no papel”, diz o escritor W. Faulkner, “aproveite a chance. Pode ser mau, mas este é o único modo pelo qual você poderá fazer algo realmente bom”.

5 – revisão – ver novamente, ler para os colegas e professor e reescrever em todas as etapas.

6 – edição – fazer o texto excrito circular, mesmo entre os colegas. Quem escreve, escreve para ser lido e, às vezes, a escola engaveta e só corrige os escritos e esquece do seu autor.

Vamos descrever alguns exemplos de exercícios de desbloqueio da escrita criativa:

1 – o professor sugere: “Abri a gaveta e encontrei…”. O aluno continua o texto escrevendo com: palavras que tenham 2 ou 3 sílabas, comecem com p, m ou s, rime, etc.

2 – o professor leva um texto com ausência de pontuação para os alunos lerem e pontuarem.

3 – o professor dá um poema e pede paráfrase com modificações do personagem, do cenário, etc.

4 – imaginar um personagem não humano, descrevê-lo com características humanas.

5 – pensar o que existe no mar e adjacências e escrever um período combinando palavras pelo parentesco sonoro, ex: areia com ceia, alga com algo.

6 – o professor escolhe algumas palavras, ex. – dia – e os alunos devem atribuir um sentido comum e um sentido figura à palavra.

7 – ad-verso: o professor dá dois versos de uma quadra e pede que os alunos emendem com outros dois versos de um outro assunto.

Esses exercícios podem ser trocados, completados em duplas, dramatizados, tec. Nessa etapa ainda não está em pauta o conteúdo, mas o desbloqueio da escrita.

Referências bibliográficas e sugestões de links:

1 – Poesia não é difícil, Moisés, Carlos Felipe ed. Artes e Ofícios 1996
2 – Diálogos com Bakhtin, Castro, Faraco, Tezza (org) cap. 7 Kramer, Sonia ed. UFPR 2001
3 – Literatura: arte, conhecimento e vida, Coelho, Nelly Novaes ed. Peirópolis 2000
4 – A arte de ensinar a escrever, Calkins, Lucy McCormick ed. Artmed 1986
5 – Produção e leitura de textos, v. 7, Citelli, Beatriz ed. Cortez 2001
6 – Trabalhando com poesia, Beraldo, Alda ed. Ática 1990
7 – Oficina de linguagem, Condemarín, M., Galdames, V., Medina, ª ed. Moderna 2002
8 – www.ulissestavares.com
9 – www.anamariamachado.com
10 – www.clubedoskaras.kit.net
11 – www.paralelos.org
12 – www.lyrics.com
13 – www.luispeaze.com
14 – www.snopes.com

*Miriam Mermelstein é pedagoga e autora de obras de Literatura Infantil, tendo ministrado as oficinas “A poesia em sala de aula” e “Abraçando a palavra” no CRE Mario Covas, durante o 1º semestre de 2004

Por:Miriam Mermelstein
Fonte: CRE

CONVITE

06/05/2010 por admin · Deixe o seu Comentário! 

Cerimônia de entrega da doação de livros e cadernos arrecadados para o projeto “África na Escola” do Centro Cultural Africano e apresentação dos vinhos do Chile e Portugal da Lusitano Import (www.lusitanoimport.com.br).

COQUETEL
Dia 14 de maio – 6a.feira – 19 as 22 horas
Salão Nobre do Hotel Tryp Higienópolis
Rua Maranhão, 371 – próx. Av. Angélica

Favor confirmar presença através do e-mail:
mauricioimprensa@yahoo.com.br ou fone: 9803.9796

Realização: Tryp Higienópolis
Organização: Maurício Coutinho

Parcerias:
Casa Castro
Débora Vaidegorn
Quality Asses. Comun.
Pão de Açúcar/Higienópolis
Tatiana Bandeira de Mello

1ª Semana Municipal de incentivo à leitura e ao estudo

15/04/2010 por admin · Deixe o seu Comentário! 

A partir deste ano, a segunda semana de abril será o período dedicado ao Incentivo ao Estudo e à Leitura, de acordo com a Lei nº 14.999, publicada em 20 de outubro de 2009, de autoria do vereador e professor Eliseu Gabriel.

A lei de Eliseu, que também é educador, coloca em reflexão a necessidade do estudo e da leitura na formação do cidadão. O parlamentar acredita que é importante estimular o gosto pela leitura, para buscar a conscientização de pais, mestres e familiares que incentivem o estudo, não apenas como desenvolvimento profissional, mas sim como desenvolvimento humano e intelectual.

Pequenos gestos como comprar um livro à um amigo, debater autores, promover feira de livros e palestras que trarão o interesse dos mais jovens em praticar a leitura. Eliseu acredita que sua lei contribuirá desta forma.

“Ler é muito prazeroso e estimula o desenvolvimento intelectual, além de melhorar o desempenho dentro da sala de aula. Pais, professores e todos aqueles que estão ligados à educação e orientação de uma criança devem oferecer esse estímulo”, argumenta Eliseu.

Veja a lei na integra:

LEI Nº 14.999 DE 20 DE OUTUBRO DE 2009

ALTERA A LEI Nº 14.485, DE 19 DE JULHO DE 2007, PARA INCLUIR A SEMANA MUNICIPAL DE INCENTIVO E ORIENTAÇÃO AO ESTUDO E À LEITURA, A SER REALIZADA, ANUALMENTE, NA SEGUNDA SEMANA DE ABRIL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

(PROJETO DE LEI Nº 535/08)
(VEREADOR ELISEU GABRIEL – PSB)

Antonio Carlos Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, de acordo com o § 7º do artigo 42 da Lei Orgânica do Município de São Paulo, promulga a seguinte lei:

Art. 1º Acresce alínea ao inciso LXXVI, do art. 7º, Capítulo II, da Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, incluindo a Semana Municipal de Incentivo e Orientação ao Estudo e à Leitura, a ser realizada, anualmente, na segunda semana de abril.

Art. 2º A Prefeitura Municipal de São Paulo, para atingir os objetivos desta propositura, através de seus órgãos competentes, poderá publicar textos de orientação e incentivo ao estudo e à leitura, assim como realizar as mais variadas atividades de motivação, tais como: palestras, simpósios, shows, concursos, gincanas, atividades lúdicas e outras correlatas. Poderá, ainda, suscitar a celebração de convênios com entidades governamentais e não-governamentais, estabelecer parcerias com instituições públicas e privadas de ensino em todos os níveis, devidamente reconhecidas, e demais órgãos da sociedade civil; obter apoio, buscar promoção e promover ampla divulgação junto aos mais diversos meios de comunicação.

Art. 3º As despesas com a execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 4º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Câmara Municipal de São Paulo, 20 de outubro de 2009.

O Presidente, Antonio Carlos Rodrigues

Publicada na Secretaria Geral Parlamentar da Câmara Municipal de São Paulo, em 20 de outubro de 2009.

O Secretário Geral Parlamentar, Breno Gandelman

DATA DE PUBLICAÇÃO: 21/10/2009

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